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O QUE É SEGURANÇA PÚBLICA?


Conheci as políticas de segurança pública a partir do seu reverso. A partir do fim da linha, quando tudo falhou, o crime foi cometido e a sociedade clamou por Justiça. No atendimento a esse clamor, centenas, milhares de pessoas são processadas. Ao lado de algumas delas, estou eu, advogada criminalista há 18 anos. Por profissão, escolhida há mais de duas décadas quando entrei para a faculdade de Direito, e por militância, já que são os que menos podem pagar por assistência jurídica que acabam encurralados pelas cortes penais. E, assim, me tornei advogada popular.
Seguindo os trilhos de trás para frente, encontrei inúmeras injustiças cometidas para, dizem, fazer justiça. Fui guiada por pessoas que, por serem pobres, por serem negras, por serem diferentes, se tornaram vítimas e passaram a fazer parte das piores estatísticas. Descobri que as vítimas, no Brasil, costumam ter a mesma cor e a mesma origem dos acusados. E aprendi, enfim, que não se faz segurança ou justiça de trás para frente.
Hoje faço parte de um projeto muito maior que eu mesma, minha profissão e minha candidatura. É um projeto de justiça social onde a justiça não chega. Um projeto de segurança publica pra todos os cidadãos independente de classe, origem ou cor. Um projeto em que tratamos a violência tal qual ela é: uma consequência de atribuladíssimos contextos sociais, políticos e econômicos. 
Por isso acreditamos que a segurança pública não se resolve com mais repressão, leis duras e cadeias. Ela se resolve com prevenção, oportunidades, educação, lazer, esporte, cultura, emprego. Não queremos prender os nossos jovens, queremos dar liberdade pra eles viverem uma vida sem medo, sem violência e sem falta de oportunidades. E por fim, que o crime não seja mais uma opção mais atraente para tantos jovens.
Para isso o investimento é grande, lento e o caminho árduo. Mas acreditamos que nada é impossível de mudar!
É preciso prevenção e inteligência para combatermos a violência!

ATLAS DA VIOLÊNCIA 2017

FONTE: IPEA e Fórum Brasileiro de Segurança Pública

JUVENTUDE PERDIDA

28,9 mortes por 100 mil
é a taxa de homicídio média
da população brasileira

60,9 mortes por 100 mil
é a taxa de homicídio
da população jovem
 

COMO SE MATA?

71,9% dos homicídios
do país
foram cometidos
com arma de fogo.

Isso corresponde 2%
da taxa de homicídio a cada 1% de aumento
da proliferação
de armas de fogo.
(Cerqueira, 2014).

Mobirise

JUVENTUDE PERDIDA

+ de 318 mil jovens foram assassinados entre
2005 e 2015.

54,1% das vítimas de homicídio tinham entre 15 e 29 anos em 2015.

SELETIVIDADE

37,7% é a taxa de homicídios de negros
Aumento de 18,2% entre 2005 e 2015 .

15,3% é a taxa de homicídios de não negros
Redução de 12,2% entre 2005 e 2015

 

PROPORÇÃO DE MORTES VIOLENTAS NÃO-ESCLARECIDAS 
EM RELAÇÃO AO TOTAL DE MORTES VIOLENTAS

Altas proporções de mortes violentas não-esclarecidas quando
comparadas às mortes por causas externas indicam problemas na
qualidade do sistema de informação da saúde.


Em países desenvolvidos as mortes violentas indeterminadas
representam um resíduo inferior a 1% do total de mortes violentas. 

PIORES CENÁRIOS NO BRASIL

Bahia - 13,8%
Pernambuco - 10,3%
Minas Gerais - 9,8%
São Paulo - 9,4% 

Mobirise

HOMICÍDIO DE MULHERES

4.621 mulheres assassinadas
em 2015, taxa de 4,5 mortes para cada 100 mil mulheres

2005 a 2015


Crescimento de 22%
da
mortalidade de mulheres negras

Redução de 7,4% da mortalidade
de mulheres não-negras 

Mobirise

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